Resiliência e a arte de recomeçar

Os primeiros dias que sucedem o fim de um “amor” são em geral, desesperadores.

Em especial se você ainda acreditava, mesmo que lá no fundo, bem no fundo, apesar de, que essa relação poderia funcionar.

Tudo ao seu redor mudou, nada mais é igual. Nem sua rotina, nem seus planos e até seus sonhos precisam ser reorganizados.

É como voar em menos de um segundo direto para olho de um furacão. Um total descontrole, caos e impossibilidade de ver o horizonte.

Os sentimentos ficam confusos e intensos.

É uma verdadeira gangorra emocional.

Um dia raiva, no outro culpa, no outro alívio e depois raiva de novo. O ciclo parece não ter fim.

Você se pergunta quando vai voltar a sorrir, a ser você mesma e a ver o céu azul de novo.

Não vou mentir,  você pode demorar dias, semanas, meses e até anos.

Meu melhor concelho pra você é: Respeite seu tempo.

Não importa oque dizem as fórmulas mágicas que você lê para ajudar a “superar” o fim de um amor.

A regra é, respeite seu tempo.

Você pode ficar semanas  sentindo-se morta por dentro. Você pode querer conhecer alguém logo, a final, pra muitos “um amor cura o outro”. Você pode viajar, ou se isolar no sofá acompanhada de Netflix e iFood.

Tanto faz a sua maneira de lidar com a dor, o que importa é respeitar o seu tempo, o seu limite e as suas emoções.

Acredite em mim, por mais dolorido que possa ser e não importa o quanto seu corpo dói, mesmo que pareça que seu coração vai parar de bater. Isso vai passar.

E quando passar, você vai voltar a ser aquela pessoa sorridente, cheia de planos e sonhos.

Porque resiliência é isso, voltar ao estado natural.

E por mais que você ache que as forças externas te deformarão, você vai descobrir que a sua alma é maior e mais resistente que todo o resto.

Eu te quis, mas…

Eu te quis, com todas as minhas forças, com toda minha alma e sem nenhuma restrição.

Eu fui totalmente entregue, totalmente presente e totalmente só sua.

Eu doei meu tempo, compartilhei meus sonhos e desejei um futuro como nunca havia feito antes.

Mas a vida é movimento, é mudança e é recomeço.

Eu te quis, por tudo que tu eras pra mim, por tudo que eu via em ti, por tudo que eu queria que nós fôssemos.

Mas não fomos.

Não éramos e tampouco seremos.

Eu te quis, sim,

Quis realizar todos os planos que sonhei contigo.

Mas não,

Eu não preciso de você.

Nunca precisei.

Eu apenas te queria.

Antes de dormir

A noite é sempre pior

Você invade meu pensamento

Dia a pós dia os sentimentos se acalmam, a alegria volta aos poucos e o coração fica mais leve

Já não é mais tão difícil achar motivos pra sorrir e aquela apatia vai escapando entre os dedos

A solidão já não dói, não incomoda e nem assusta como antes

A dor no peito se foi

As lágrimas secaram

O tempo de angústia acabou

Mas a noite, na hora de fechar os olhos, depois  de um longo suspiro, é sempre pior.

Quando o Amor Acaba

E num dia qualquer você acorda, sente sua cama vazia e nenhuma mensagem no seu celular.
E uma dor invade seu peito, e você se dá conta de que ele não está mais lá.
Você se pergunta, onde foi o fim? Quais sinais você não percebeu?
Nos últimos meses vocês se afastaram, noites solitárias em sua casa, sextas sem planos de se ver.
E ele dizia “ não é nada amor, nada com você” e você o olhava com ternura, querendo ajudar de alguma forma, se sentia impotente e por fim, o abraçava. O máximo que podia fazer.
Dias e dias se passam, um abismo sendo criado. Sentimento de solidão, solidão não solitária, solidão a dois.
E aqueles sorrisos ao te ver, a alegria, as confissões, a cumplicidade foram se perdendo no ar, dia a pós dia.
Onde começou o fim? Foi em uma palavra não dita, em um abraço não dado, ou nas brigas que hoje mal parecem ter existido?
Foi a falta do olho no olho, de verdade, de sentimento? Foi a falta de conversar, de se abrir, de sair da superfície?
Encontros, desencontros… Idas e vindas. Dores, mágoas… Até onde o “amor” resiste? Oque é o amor? Isso é amor?
Não sei. Talvez, meio amor, se isso existir.
Dia a pós dias as coisas vão ficando claras. Ah, o tempo! Nosso maior amigo, e nosso maior inimigo. Não posso me tele transportar pra daqui a 3 meses? Quando tudo isso será mais leve e mais fácil.
A verdade é que, existirão ainda muitos dias onde tudo que você vai querer é se arrastar da cama para o sofá, como um corpo sem alma, como um animal que apenas sobrevive.
Suas coisas espalhadas pela casa, sua geladeira vazia, mostram seu interior totalmente bagunçado, sem forças e sem vida.
Mas calma garota! Como eu disse, o tempo também é amigo. Terão dias em que você saberá que foi melhor. E se perguntará por que ainda sofre, por que a dor por algo que já não existia mais?
O tempo, e quanto tempo tens agora. Tanto que mal sabe o que fazer com ele.
Quem é você? Oque você gosta? Oque você quer?
Tempo de refletir, de organizar, de repensar e acima de tudo, de voltar a se amar. Porque sim, ele te destruiu por dentro, com cada palavra áspera, com cada julgamento ou com cada indiferença. Ele fez você sentir que não merecia, que não era boa o suficiente e fez você questionar coisas que sempre foram obvias. Ele fez você se sentir louca, te tirou o ar, o chão e o amor ao mesmo tempo. Isso tudo, estando com você.
Mas ele não fez por mal.
Nem mesmo percebia, isolado em seus pensamentos, em seus medos, em suas dúvidas.
Sentimento bagunçado, guardado longe dos olhos aonde não se pode chegar.
Um isolamento frio e silencioso, impenetrável.
O Querer e não querer, o mergulhar na superfície, a incerteza. O eu te amo pela metade, o estou aqui, mas não pra sempre.
O acúmulo de dores, mágoas e decepções.
Odiá-lo?
Como odiar se apesar de tudo, no fundo você sabia. A forma de te olhar, o silencio, a apatia…
Ele não estava feliz, e você sabia. Mas não sabia que o motivo maior, era você e todo esse abismo que foi sendo criado, sem perceber, sem planejar, sem querer.
Sua intuição é foda garota! Você sabia. Talvez sempre soubesse.
Dois mundos, dois pensamentos.
Foi amor, até deixar de ser.
Mas você viveu cada segundo, cada minuto com toda a sua verdade.
E foi lindo até onde pode.